QUADRO DE AVISOS

* "DUAS COISAS PRECISAM MUDAR URGENTEMENTE NO MUNDO, PARA QUE O MUNDO MELHORE: VOCE e EU!"

REFLEXÃO MUITO FÔFA DA AMIGA MONGUINHA

* "Deus realmente foi muito bom comigo, Manoel. Eu sou uma sobrevivente e uma criativa pouco pretenciosa... viver já me ocupa tempo e sorrisos em demasia!! beijos, amigo!"
* Uma pérola de minha amiga do Blog A Monga e a Executiva.
.http://amongaeaexecutiva.blogspot.com/

EXERÇA SEUS DIREITOS A FAVOR DA VIDA

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Obs: é importante se manifestar sem proposições religiosas, mas como cidadãos brasileiros.

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A audácia do maus, se alimenta da covardia e da omissão dos bons”.

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

AMOR GRAMATICAL

Colaboração da grande amiga Nádia Mara


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Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco - (Recife), que venceu um concurso interno, promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.* *

*Redação: *

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice..
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.


* Vocês não acham muito criativo esse texto???!!!

UTOPISMO



by Ivan Melo

Não há a última vez...
Isto nem todos pensam.
E a vida prossegue inexoravelmente,
Conforme mandamentos do mundo prático.
Praticando o evidente vamos...
Levando a vida à frente,
Tropeçando nos restos humanos
Em busca de troféus profanos.
Sempre recomeçar, seja verdade,
Embora na luta contra as adversidades,
O passar do tempo é iniquidade!
Nesta atmosfera de tantas crueldades,
O homem são é mera utopia...
Melhor, viver do mundo, a fantasia!


* Em busca de troféus profanos, seremos mera utopia,  ao sonharmos com uma fantasia???!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

AH ! O AMOR . . .

by Elizabeth Barrett Browning.


Ama-me por amor do amor somente.
Não digas: “Amo-a pelo seu olhar,
o seu sorriso, o modo de falar
honesto e brando. Amo-a porque se sente

minh’alma em comunhão constantemente
com a sua”. Porque pode mudar
isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
do tempo, ou para ti unicamente.

Nem me ames pelo pranto que a bondade
de tuas mãos enxuga, pois se em mim
secar, por teu conforto, esta vontade

de chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
me hás de querer por toda a eternidade


* Será o amor algo tão forte???!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

APONTAMENTO


by Cecília Meireles


Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas,que estão diante de
cada janela,uns dizem que essas coisas
não existem,outros que só existem
diante das minhas janelas, e outros
finalmente, que é preciso aprender a
olhar,para poder vê-las assim...


* Será que os olhos são cegos e é preciso "ver" com o coração???!!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

PARA ONDE VAMOS ?

Como saber para onde vamos?!
 

by Ricardo Sá





É mais simples do que você pensa! Somente sabe para onde vai, quem sabe de onde veio. E você?

Refletir, assim, ajuda a tomar consciência sobre o caminho que estamos escolhendo a todo momento.

Repito: sabe para onde vai, quem sabe de onde veio! Muitos de nossos problemas estão na ausência de um senso de direção.
 
* Será que sabemos para onde está orientada nossa "bússola"???!!!

sábado, 5 de dezembro de 2009

CRÔNICA DE UM AMOR ANUNCIADO

by Martha Medeiros


Em homenagem às amigas Luna, Sabina e Déia Musso

Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.

O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estará desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.

A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim. Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?

O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente a casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.

O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.

* Bom é tornar o amor público ou amar escondido???!!!